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por A senhora do gatinho, em 06.01.14

Natal, (finalmente) o rescaldo

Então que o Natal de 2013 já lá vai. Oh... há muito, dirão vocês, mas como o prometido é devido e hoje já é Dia de Reis, cá vai.
Primeiro foi descobrir o presente certo, se é que isso existe, para cada pessoa. Confesso que não foi tarefa fácil, ainda mais quando é preciso olhar (e muito) a despesas. Para as pessoas que me são mesmo próximas foi fácil, aliás, tenho uma lista mental de possíveis presentes e basta ir descarregando, mas há aqueles familiares (recentes) que ainda não lhes conheço bem os gostos, o que complica, e atrasa, tudo. A parte gira foi ser eu mesma a fazer os embrulhos e os deste ano ficaram tão fofinhos. Se a minha profissão não der, posso sempre trabalhar numa loja a fazer embrulhos, prática não me falta (com a crise faltarão é embrulhos para fazer, mas isso agora não interessa nada).
Depois foi o jantar de consoada propriamente dito, o tradicional bacalhau com grão, ovos cozidos, couves, cenouras, batatas... e como sobremesa bolos e o tradicional ananás de São Miguel. Por cá as filhoses e rabanadas não fazem parte da tradição, pena.
E se a parte de escolha e embrulho dos presentes leva tempo, entregá-los é um instantinho. Mas gosto, gosto muito de ver as reações das pessoas. E claro, também gosto de receber. Este ano, para além dos tradicionais pijamas, recebi um fio e duas pulseirinhas da tous (adoro, adoro, adoro), livros, maquilhagem (sim, cheguei a uma idade em que aprecio muito maquilhagem) e velas, por sinal muito cheirosas. Ah, e chocolates, muitos chocolates.
No dia seguinte almoçámos o perú recheado e começou "o menino mija". Não, não enlouqueci, é mesmo assim que se diz na ilha de São Miguel, aliás, por altura do Natal é comum ouvir-se "olha que lá em casa o menino mija", que traduzindo significa mais ou menos "vem lá a casa que há licores e doces para comemorarmos". Ao que parece, esta é uma tradição muito antiga da ilha de São Miguel, em que familiares e amigos se visitam e ao chegarem à casa perguntam "o menino mija?". Na ilha do Faial, apesar de também nos visitarmos e oferecermos doces ( em que o bolo de frutas é presença obrigatória) e licores, não se utiliza essa expressão engraçada.
E pronto, passou rápido, rápido demais.

Até para o ano Papai Noel!

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publicado às 21:46



"Espalhou-se logo a notícia de que uma cara nova se passeava pela marginal: uma senhora com o seu gatinho" [adaptado de Tchékhov].

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