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por A senhora do gatinho, em 01.10.13

Um carneirinho, dois carneirinhos...

Nada do sono aparecer. É muito raro isso me acontecer, mas hoje estou assim, acordada, acordadíssima. Não sei se devido ao dia que passou, à quantidade industrial de comida que enfardei no jantar de anos de um amigo, ou se estou preocupada com o dia que aí vem. Não sei, mas também não me apetece grandes análises, se for por aí é que não durmo mesmo. Já li blogs, já vi sites de roupa, já ouvi um podcast, já contei caneiros... Mentira, não contei carneiros. Aliás, sempre me irritou isso de contar carneiros. Sempre achei que era uma forma, que os pais consideravam mais pedagógica, de obrigar os filhos a ir para a cama, antes de lhes mandarem com uns bons berros, ou umas palmadas. Em minha casa geralmente era assim:


Mãe: Está na hora de ir para a cama

Eu (versão mini): Ainda é cedo, só mais um bocadinho

Mãe: Não, já é tarde e amanhã para acordares é que são elas

Eu (versão mini): Mas não tenho sono

E aqui entrava a frase chave

Mãe (muito irritada): Então conta carneiros


Um dia perguntei-lhe como se fazia isso, ao que ela respondeu: Imagina um prado verde, com uma cerca, e os carneirinhos a saltarem a cerca, um de cada vez, e vais contando. Só por aí começou a confusão, imagino carneiros reais ou carneiros dos desenhos animados? E porque é que só salta um de cada vez? E não há pessoas por perto, casas, ou outros animais? E porque também não os conto? Escusado será dizer que ia sempre com o rabo quente para a cama. E foi assim que fiquei com uma certa aversão a carneirinhos a pular cercas.

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publicado às 03:43



"Espalhou-se logo a notícia de que uma cara nova se passeava pela marginal: uma senhora com o seu gatinho" [adaptado de Tchékhov].

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